Nova exigência para laboratórios: acreditação para ensaios de qualidade da água

Nova exigência para laboratórios: acreditação para ensaios de qualidade da água

Impacto da Resolução SS nº 195/2024 no Controle de Qualidade da Água

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo estabeleceu novas regras para o monitoramento da água de consumo humano. Com a obrigatoriedade da acreditação ISO/IEC 17025, os padrões de segurança analítica se elevam.

Sobre a Resolução SS nº 195

Publicada em agosto de 2024, a Resolução SS nº 195 atualiza os procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano. A normativa estabelece que todos os laboratórios devem estar formalmente acreditados sob a norma ABNT NBR ISO/IEC 17025. O objetivo central é garantir resultados altamente confiáveis para proteger a saúde pública.

Por que esta acreditação é crítica?

A acreditação não é apenas um trâmite administrativo; é a demonstração internacional de competência técnica. A norma ISO/IEC 17025 regula desde a amostragem até a análise final, garantindo que parâmetros críticos como turbidez e cloro sejam avaliados com metodologias validadas e reprodutíveis.

Parâmetros Essenciais para a Acreditação

  • Turbidez e Cor Aparente.
  • Fluoreto e Cloro Residual Livre.
  • Coliformes Totais e Escherichia coli.
  • Presença de Cryptosporidium sp. e Giardia sp.
  • Cianobactérias, Cianotoxinas e Clorofila-a.

Impacto no Setor de Laboratórios

Esta exigência impulsiona uma modernização operacional. Laboratórios que ainda não possuem a acreditação deverão realizar investimentos em tecnologia e sistemas de gestão. Além disso, a resolução enfatiza a responsabilidade na subcontratação: os parceiros analíticos também devem possuir a acreditação adequada.

Prazo de Adaptação:

A resolução concede um período de 24 meses a partir de agosto de 2024 para:

  • Implementar mudanças nos sistemas de gestão da qualidade.
  • Realizar investimentos tecnológicos em equipamentos de alta precisão.
  • Superar as auditorias de acreditação perante órgãos competentes como o INMETRO.

Como a CEIMIC pode ajudar

Na CEIMIC, já operamos sob os rigorosos requisitos da Resolução SS nº 195. Contamos com acreditações consolidadas e uma equipe técnica qualificada para oferecer soluções de análise que cumprem os mais altos padrões regulatórios, apoiando também nossos parceiros no caminho da conformidade.

Para dúvidas técnicas ou serviços de análise, entre em contato: info@ceimic.com

CEIMIC. Life Sciences Testing Group. It’s about life.

Mudanças climáticas: a importância do monitoramento da qualidade da água

Mudanças climáticas: a importância do monitoramento da qualidade da água

Mudanças Climáticas: A Importância Crítica do Monitoramento da Qualidade da Água

O acesso à água limpa e segura é vital para a vida, os ecossistemas e o desenvolvimento sustentável. Descubra como o monitoramento contínuo torna-se a ferramenta mais eficaz para proteger a saúde pública diante dos desafios de um clima extremo.

A água potável não é apenas um recurso básico; é o pilar fundamental para a saúde humana e o motor do desenvolvimento global. No entanto, a poluição hídrica continua sendo um dos desafios mais significativos da nossa era, uma problemática drasticamente agravada pelos efeitos das mudanças climáticas. Neste cenário, o monitoramento constante não é uma opção, mas uma ferramenta de gestão responsável indispensável para o equilíbrio ambiental e a segurança sanitária.

O Impacto dos Eventos Climáticos Extremos

As alterações nos padrões do clima estão modificando a disponibilidade e a pureza dos recursos hídricos de maneira alarmante:

  • Inundações: O aumento repentino do caudal arrasta lodo, esgoto e resíduos químicos industriais e agrícolas (como pesticidas e fertilizantes) para as fontes de água, facilitando a propagação de patógenos perigosos.
  • Secas: A redução dos níveis de água diminui a capacidade de diluição natural dos corpos hídricos. Isso provoca uma concentração perigosa de poluentes e metais pesados, forçando por vezes as populações a recorrer a fontes de baixa qualidade.
  • Tempestades: As chuvas intensas provocam um escoamento superficial acelerado, carregando rios, lagos e reservatórios com sedimentos e contaminantes que alteram o equilíbrio biológico e aumentam drasticamente a turbidez.

O Monitoramento como Ferramenta Estratégica

O monitoramento da qualidade da água é um processo científico integral que abrange a coleta sistemática, a análise laboratorial e a interpretação precisa de dados. Esses dados são a base técnica necessária para identificar fontes de poluição, avaliar riscos para a saúde pública, garantir o cumprimento dos padrões legais vigentes e desenvolver estratégias de gestão de recursos hídricos a longo prazo.

Parâmetros Críticos de Avaliação Técnica:

  • Parâmetros Físicos: Temperatura, cor, turbidez e odor, que funcionam como indicadores sensoriais imediatos de uma possível alteração.
  • Parâmetros Químicos: pH, oxigênio dissolvido, metais pesados (Chumbo, Mercúrio, Arsênio), nutrientes (Nitrogênio e Fósforo), agrotóxicos e resíduos industriais complexos.
  • Parâmetros Biológicos: Presença de microrganismos patogênicos (bactérias, vírus e protozoários) segundo as diretrizes internacionais da OMS.

Benefícios do Monitoramento Contínuo e o Papel da CEIMIC

A importância de um monitoramento eficaz nunca foi tão evidente. Esta prática permite a identificação precoce de contaminantes, prevenindo surtos de doenças e protegendo a biodiversidade dos ecossistemas aquáticos. A CEIMIC oferece soluções integradas que vão desde a coleta de amostras acreditada até a análise de alta precisão. Ao utilizar tecnologias de ponta, auxiliamos as organizações a tomar decisões informadas para minimizar impactos à saúde e ao meio ambiente.

Juntos, podemos assegurar que as futuras gerações tenham acesso à água limpa e segura. Para consultas técnicas ou solicitações de análise, entre em contato conosco: info@ceimic.com

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Contaminação da água e alimentos em enchentes: um desafio para a saúde pública

Contaminação da água e alimentos em enchentes: um desafio para a saúde pública

Contaminação de Água e Alimentos em Enchentes: Um Desafio Crítico para a Saúde Pública

As enchentes não causam apenas danos estruturais; elas deixam uma “ameaça invisível” na água e nos suprimentos básicos. Descubra os riscos microbiológicos e químicos após o recuo das águas.

As enchentes são desastres naturais que impactam profundamente as comunidades. Além da destruição imediata, o maior desafio para a saúde pública surge com o recuo das águas: a contaminação massiva de fontes hídricas e suprimentos alimentares. Este fenômeno, monitorado de perto por órgãos como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), facilita a proliferação de microrganismos patogênicos e a dispersão de contaminantes perigosos.

Onde reside o perigo?

A água das enchentes atua como um veículo de transporte para uma ampla gama de substâncias nocivas, espalhando-as por áreas residenciais, agrícolas e industriais. Segundo a OPAS, identificar a origem destes contaminantes é o primeiro passo para uma recuperação segura da comunidade.

Principais Agentes Contaminantes:

  • Microrganismos Patogênicos: Bactérias como Escherichia coli, Salmonella, e Vibrio cholerae (causador da Cólera), além de vírus como a Hepatite A.
  • Contaminantes Químicos: O arraste das águas libera pesticidas e fertilizantes que podem infiltrar-se nos aquíferos subterrâneos.
  • Metais Pesados: Mobilização de chumbo, mercúrio e cádmio de zonas industriais ou depósitos de resíduos, substâncias que podem causar danos neurológicos permanentes.

Impacto na Saúde e Grupos Vulneráveis

A ingestão de água ou alimentos contaminados após uma enchente frequentemente resulta em surtos de gastroenterite, leptospirose e outras doenças de veiculação hídrica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas são os mais expostos a complicações graves.

Estratégias de Prevenção e Mitigação

Para minimizar o impacto, é fundamental implementar um plano de resposta baseado em quatro eixos recomendados pela OMS e autoridades locais:

  1. Saneamento Básico: Fortalecer a infraestrutura de esgoto e a disposição de resíduos.
  2. Proteção de Fontes: Selagem de poços e uso de sistemas de filtragem avançada para evitar a entrada de águas superficiais contaminadas.
  3. Educação Comunitária: Informar sobre a desinfecção obrigatória da água e o descarte de alimentos que tiveram contato com a água da enchente.
  4. Ações Imediatas: Resposta rápida mediante a distribuição de água potável segura e campanhas de vacinação de emergência.

O Papel Crítico da Análise de Laboratório

Em cenários de desastre, a percepção visual da água não é garantia de inocuidade. A análise técnica é a única ferramenta confiável para declarar uma área ou suprimento como “seguro”.

Na CEIMIC, como líderes em análises de ciências da vida, oferecemos soluções integrais para a gestão de crises, incluindo análises microbiológicas de urgência e triagem de contaminantes químicos complexos.

A CEIMIC está comprometida com a proteção da saúde pública em momentos críticos. Por meio de análises detalhadas e uma resposta técnica imediata, garantimos que sua comunidade ou indústria recupere a segurança após a emergência.

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Para mais informações, visite estes links:
Ministério da Saúde orienta sobre cuidados essenciais à população no pós-enchente
Desastres naturais e saúde pública (Artigo Scielo)
8 cuidados essenciais com a saúde após enchentes

Ensaios Ecotoxicológicos com organismos aquáticos – Atendimento à Legislação ambiental do Estado de São Paulo

Ensaios Ecotoxicológicos com organismos aquáticos – Atendimento à Legislação ambiental do Estado de São Paulo

Requisitos Técnicos para Ensaios Ecotoxicológicos no Estado de São Paulo

 

Em novembro de 2017 a Cetesb realizou um seminário que originou o material citado na bibliografia, o qual orienta detalhadamente os requisitos necessários para realizar os ensaios ecotoxicológicos e consolidar os relatórios técnicos para apresentação da documentação à Cetesb visando a obtenção de licenças, autorizações ou atendimento a exigências.

Um ponto de destaque refere-se ao prazo de validade e a preservação sob refrigeração das amostras, conforme descrito na tabela 1; algo que requere o planejamento adequado de todo o processo, desde a amostragem, o envio da amostra ao laboratório, a realização dos ensaios dentro das condições requeridas e o número máximo de amostras que podem ser processadas no laboratório por dia (capacidade operacional do laboratório).

Tabela 1 – Preservação e Prazo de validade das amostras para ensaios ecotoxicológicos Estado de São Paulo

Esta exigência está de acordo com o citado pela norma “Ecotoxicologia – Coleta, preservação e preparo de amostras” – ABNT NBR 15469 (2015) em relação ao prazo de validade das amostras: “preferencialmente o tempo entre a coleta e o ensaio dever ser o mínimo possível”. A tabela 1 da ABNT 15469 (2015) estabelece que o prazo de validade para preservação das amostras sob refrigeração (< 10°C) sem congelamento é de 36 HORAS para efluentes; 48 HORAS para águas; 60 dias para sedimentos, contados a partir do horário de coleta.

Ressalta-se que a “Nota a” da tabela 1 da ABNT 15469 (2015) também orienta: “Quando não se conhece a interferência do congelamento da amostra, a opção de congelamento deve ser evitada. Os componentes de resíduos sólidos (filtráveis e não filtráveis) encontrados em efluentes se alteram com o congelamento e descongelamento.” Portanto, para evitar quaisquer influências do congelamento na toxicidade da amostra devemos seguir esta orientação.

RESUMO dos requisitos necessários para a apresentação da documentação à CETESB referente aos ensaios ecotoxicológicos de águas e efluentes:

BIBLIOGRAFIA: ELHE – Setor de Ecotoxicologia Aquática. Novembro de 2017. “Ensaios Ecotoxicológicos com organismos aquáticos – Atendimento à Legislação Ambiental – Orientações para realização de ensaios e apresentação dos resultados nos documentos encaminhados à CETESB.”
ABNT 15469, 2015. “Ecotoxicologia – Coleta, preservação e preparo de amostras.”

Por: Sheila Vilas Boas Fraga

Água contaminada prejudica qualidade de serviços alímentícios

Água contaminada prejudica qualidade de serviços alímentícios

A Importância da Água como Matéria-Prima Crítica na Indústria de Alimentos

 

Não se pode conceber a produção de alimentos preparados sem o uso intensivo de água. Sendo a principal matéria-prima de diversos produtos, é fundamental que a água seja tratada, de alta qualidade e isenta de contaminantes. No entanto, essa nem sempre é a realidade do mercado: de restaurantes a supermercados e padarias, ainda é comum o uso de água de procedência duvidosa ou armazenada de forma inadequada.

Embora a indústria possua controles mais rígidos, o risco de contaminação persiste. Portanto, análises constantes são essenciais para garantir a segurança em produtos como bebidas, molhos e embutidos.

Riscos Ocultos na Manipulação e Comércio No setor de comércio de alimentos, muitos empresários focam na excelência de grãos, farinhas e leites especiais, mas esquecem de questionar a procedência da água, que é o componente majoritário nessas composições.

Rogério Andrade, Diretor de Negócios do Grupo CEIMIC, alerta sobre esse cenário:

“A água pode contaminar os alimentos de diversas formas. Desde a higienização até a preparação, pode haver contaminação por elementos químicos, tóxicos ou microrganismos. Estes agentes podem causar doenças, deteriorar os alimentos preparados e, certamente, modificar o sabor dos produtos”.

Andrade reforça que a água utilizada na manipulação e preparo deve estar rigorosamente de acordo com os padrões físico-químicos e microbiológicos estabelecidos pela legislação vigente.

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